The Food Forest

February 26, 2015

"The Food Forest” é um dos projectos de Permacultura mais bem sucedidos da Austrália. Annemarie, Graham e os seus filhos, Tom e Niki, demonstram há mais de 30 anos como uma família de classe média consegue criar uma paisagem biodiversa e produtiva,  desenvolver um negócio rentável e ético e viver de forma sustentável.

 

Graham e a Annemarie Brookman são pessoas muito dinâmicas e ocupadas. Para além de produzirem mais de 160 variedades de hortícolas, frutos, frutos secos e cereais, que vendem no “mercado dos agricultores” e outros estabelecimentos éticos, dão workshops e cursos, processam alguns dos seus produtos ( transformam as maçãs que não vendem em cidra ou vinagre, por ex.), fazem vinho e recebem grupos e escolas na sua propriedade.

 

 

Tudo isto com a ajuda de 2 trabalhadores em part-time, uma vez por semana, dois ou três WOOFERS (willing workers on organic farms/ trabalhadores voluntários em quintas orgânicas) em algumas alturas do ano e grupos de trabalhadores locais na alturas das colheitas.

 

O resultado do seu esforço e trabalho é a “Food Forest”. Uma propriedade de 15 hectares perto de Gawler, no Sul da Austrália – uma quinta de permacultura, funcional e rentável, onde a filosofia dos criadores da permacultura, Bill Mollison e David Holmgren, foi tornada uma realidade.

 

 

Como começou…

Nos anos 70, Graham e Annemarie, recém licenciados na área das agricultura, viajaram pela Europa e por África em busca de um modelo de agricultura sustentável que pudessem aplicar na Austrália.

 

Mal sabiam que esse modelo estava à espera deles na Austrália. Bill Mollison e David Holmgren tinham acabado de publicar o livro “Permaculture One” que apresentava um novo sistema de design para a criação de uma vida sustentável. Entusiasmados inscreveram-se num curso com Mollison, fizeram o design da sua recém adquirida propriedade e em 1983 lançaram-se ao trabalho.

 

 

Missão e resultados...

Tinham uma missão, diz Graham. “Tentar pôr em prática a permacultura e compreender se funcionava, ao mesmo tempo que construíam um sítio bonito e altamente produtivo para viverem com a sua família e para partilharem toda a informação e conhecimento que iam adquirindo”.

 

“Queríamos criar um espaço magnífico para as nossas crianças crescerem e para nós aproveitarmos e ao mesmo tempo um sistema dinâmico que provasse que é possível produzir de forma orgânica rentável.”

 

A experiência resultou e é bem sucedida. A Quinta é extremamente produtiva e rentável e os Brookmans, Graham com 67 e Annemarie com 59, continuam a partilhar as suas experiências e conhecimento através de cursos e vídeos. Os seus dois filhos tiveram uma infância e juventude fabulosas na Quinta, foram estudar para fora e seguiram carreiras na área ambiental. 

 

 

 

Um começo infértil…

Graham relembra que o terreno que compraram foi continuamente explorado com cereais durante muitos anos “O solo tinha uma camada rija e compacta de 7 cm e tinha menos de 1% de carbono. Parecia um campo de ténis de cimento.”

 

“Existiam apenas duas árvores” afirma Annemarie. O terreno era pobre em vida e biodiversidade.

 

 

 

 

 

 

Regenerar desde o início

A regeneração da propriedade começou com a plantação de árvores e arbustos cuja função era criar barreiras de protecção contra o vento e atrair pássaros e insectos. Também introduziram outros animais, nomeadamente gansos e uma espécie em perigo os “bettongs” (ratos da família dos Cangurus). Ambas as espécies foram colocadas em 8 hectares de terreno protegido com uma vedação à prova de raposas.

 

Ambas as estratégias foram um sucesso. Os gansos providenciam fertilidade e carne e os bettongs, além de desenterrarem e comerem os bolbos de oxalis, enterram bagas de plantas nativas e esquecem-se delas, possibilitando a regeneração e crescimento de espécies nativas sem trabalho de replantação para Annemarie ou Graham.

 

 

Princípios éticos nas tomadas de decisão

Os Brookmans relembram as éticas da permacultura todos os dias – cuidar da Terra, cuidar das pessoas e partilhar os excedentes.

 

“Temos sempre uma escolha” diz Annemarie. “É bom para o planeta? É benéfico para a comunidade? E em termos de consumo, é justo?” Estas questões tornaram-se a base das suas tomadas de decisão.

 

 

Zonamento

O projecto “The Food Forest” foi planeado de acordo com os princípios de design da permacultura. Entre eles os princípios de eficiência energética e zonamento. Os elementos do sistema mais utilizados e que necessitam de mais manutenção são colocados mais perto da casa.

 

Graham e Annemarie organizaram a sua propriedade da seguinte forma:

 

 

 

Dentro de cada zona encontram-se os seguintes elementos:

 

 

NOTE: For english please visit this page with the original article 

http://www.organicgardener.com.au/articles/permaculture-providers

 

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